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sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Vale a Pena conferir o link abaixo
http://www.sbni.com.br/blogs/1/9/parecer-da-sbni-sobre-entrevista
Vamos pensar sobre o preconceito!
Amigos, toda sexta escrevo no site acessibilidade total. Mas os textos e os podcast do site são preciosos. Visitem!
http://www.acessibilidadetotal.com.br/o-preconceito-velado/
http://www.acessibilidadetotal.com.br/o-preconceito-velado/
sábado, 5 de novembro de 2011
SBNI 2011
Esse final de semana estive no VI Congresso Brasileiro de Neurologia Infantil. Horas e horas de palestras, um encontro com amigos que estão em outros estados e até mesmo em outros países.
O tema do encontro deste ano foi neuroimagem nas encefalopatias metabólicas. Essas doenças são situações causadas por erros no metabolismo do indivíduo, que acarretam alterações no sistema nervoso central, geralmente graves e, ainda bem, raras.
A doença metabólica mais conhecida da população é a fenilcetonúria (uma das doenças pesquisadas no teste do pezinho e que tem tratamento, evitando assim sequelas neurológicas graves). Como ela, existem várias outras, algumas, já pesquisadas pelo teste do pezinho ampliado, ou teste do pezinho plus. Porém esse exame não está disponível na rede pública.
Embora sejam situações raras, em alguns casos, há tratamento disponível, o que respalda a necessidade de um melhor diagnóstico. Essa é a maior dificuldade.
Na maioria dos casos, as alterações são inespecíficas, ou quando específicas, necessitam de exames complementares refinados e consequentemente caros, além de avaliação de especialistas com experiência em doenças metabólicas, como oftalmologistas, geneticistas, entre outros.
Na maioria dos casos, as alterações são inespecíficas, ou quando específicas, necessitam de exames complementares refinados e consequentemente caros, além de avaliação de especialistas com experiência em doenças metabólicas, como oftalmologistas, geneticistas, entre outros.
O congresso falou muito dos achados de ressonância magnética, ressonância com espectroscopia, com difusão, tractografia, entre outros exames que ajudam no diagnóstico destas situações tão devastadoras.
Esses exames além de difíceis de serem realizados na rede pública dependem muito do local onde é realizado, do profissional que lauda esses exames (pois se não é um profissional experiente e especializado, por vezes as alterações são sutis e passam despercebidas).
O ponto mais importante do congresso, em minha opinião, é nos lembrar que temos recursos no Brasil para realizar esses diagnósticos, não de forma acessível, porém essas doenças devem ser lembradas em crianças com doenças neurológicas progressivas, alterações sem explicação etiológica, casos familiares, doenças que envolvam vários órgãos ou sistemas. Nesses casos, nossa investigação de ser insistente e cuidadosa.
E vamos lutar para que cada vez mais esses exames estejam disponíveis a todos os pacientes. Um neurologista não deve desistir enquanto não acha uma boa explicação para o quadro clínico de seu paciente.
Um abraço! Boa semana!
Dra. Alessandra
Dra. Alessandra
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
domingo, 23 de outubro de 2011
COMPARTILHANDO O AMOR!
Essa semana, vou publicar o texto de uma amiga muito querida. Mãe prestimosa, profissional competente, escritora inspirada e um ser humano do bem. Aproveitem! Boa semana!
Dra Alessandra
Quem ensina amar?
Muito comumente as crianças narram cenas de violência, de conflitos escolares ou sociais, de desentendimentos. Neste momento de escuta raramente os pais se lembram de ensinar os filhos a conviver e mais raramente ainda se lembram de ensinar os filhos a amar.
Primeiramente vêm as questões pessoais, os egos insultados e a superprotecão. Qual o pai que diante de uma narrativa do filho de quem apanhou de um colega consegue questionar com ele qual era o cenário, o que havia acontecido anteriormente, o que poderia ter desencadeado tal atitude agressiva e, portanto errada?
O mundo prega a competição desenfreada, a busca pelos primeiros e melhores lugares, o “não levar desaforo para casa”. Diante desse cenário, cabe aos educadores, pais, professores, adultos ensinarem o diálogo, a conciliação, o esclarecimento, o aprendizado pelo erro e pelos limites.
Entretanto, alguns pais perdem ricas oportunidades educativas pois são nos momentos de conflito que a aprendizagem de convivência se faz presente.
Será que um pai que incentiva o filho a revidar um gesto agressivo de um colega está ciente do que está provocando na vida do filho? Será que quando um pai orienta ao filho não tolerar uma provocação está ciente de que está ensinando o filho não tolerar a vida conjugal, por exemplo, já que a vida a dois suscita dialogo, compreensão, conciliação e perdão?
Será que quando uma mãe diz a uma filha não aceitar desaforos está ciente de que está ensinando a filha a não tolerar um futuro filho adolescente no seu comportamento onipotente?
Sonhamos com filhos tolerantes, educados, conciliadores, gentis, mas nem sempre o educamos para agirem assim. Vivemos em um contexto competitivo, frio e às vezes até desumano e condenamos tudo isso. Porém, quando o assunto são nossos filhos, salvem-se quem puder porque estamos formando pequenos tiranos.
Alguns pais parecem que momentaneamente se esquecem de seus próprios valores em nome de um amor a um filho. O filho tudo pode e nada suporta. O filho não pode ser frustrado. Tal postura é preocupante!
Orientemos nossos pequenos pela ética, pelo diálogo, pelos limites jamais pela violência, pela vingança, pelo ódio. Amar também pode ser aprendido em um mundo que permite o desamor.
Todos nós pais, precisamos repensar nossas atitudes e nossos ensinamentos, afinal, quem vai educar para o amor? Quem ensinará nossos filhos a amar? Quem é responsável pela continuação de nossa humanidade? Nós, nós pais, nós adultos, nós educadores, formadores de gente que torcemos serem além de gente, humanos!
Ensinemos, então, o amor!
Adriane Albuquerque Cirelli
adrianepsicoped@terra.com.br
terça-feira, 18 de outubro de 2011
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
FELIZ DIA DAS CRIANÇAS!
Devo confessar que não gosto muito de datas festivas comerciais, tipo dia das mães, dos pais e até mesmo esse Natal tão comercial onde o foco principal é qual presente vou ganhar e em quantas listas de “amigos” secretos terei que entrar.
Porém acho que essas datas tem seu valor quando nos levam a pensar a respeito de nossas crianças.
Vi uma reportagem no jornal, que perguntava o que as crianças queriam ganhar de presente e a luta dos pais para convencê-las a levar algo mais barato. Telefones celulares, tablets eram palavras frequentes na boca de crianças cada vez mais jovens.
Acho interessante destacar dois pontos; o primeiro é a questão de valor. Dia das crianças é uma data simbólica. Se dermos um tablete de presente, o que sobra para o natal ou o aniversário, essas sim, datas mais significativas? As crianças de hoje (claro, que nós adultos temos responsabilidade nisto) estão perdendo a noção de valor. É a moda do quero sempre o mais caro agora!
O segundo ponto é o limite que damos aos nossos filhos. Um não firme, com amor, com certeza e especialmente, com firmeza é um ato de amor. Mais vale um jogo de cartas de 10 reais para se jogar em família que um tablete de R$2.000,00 para se brincar sozinho e abrandar a culpa de pais ausentes emocionalmente. E essa diferença quem ensina às crianças somos nós. E isso, mais que uma necessidade, é uma obrigação.
Atendo muitas crianças, cuja queixa dos pais é a intolerância à frustração. Dizer NÃO dá trabalho, gerenciar uma crie de birra sem ceder, dá muito trabalho, mas acreditem em mim, no futuro nos poupará de um trabalho muito maior.
Vamos então, usar esse dia das crianças para observar e pensar em que crianças estamos deixando para o mundo. E mais que um feliz dia das crianças, eu desejo de coração, crianças muito felizes e saudáveis. Não somente hoje, mas todos os dias.
Boa semana
Dra Alessandra
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