quinta-feira, 23 de agosto de 2012

IMPERDIVEL - Palestra gratuita

A imagem desaparece....

Mas vai em texto. 
Segunda, dia 27/08 - PALESTRA TRANSTORNO AFETIVO BIPOLAR
Dra Evelyn Kukzinsky - psiquiatra da infância e da adolescencia.
EVENTO GRATUITO
LOCAL: Instituto de Psicologia da USP, bloco B sala 26
Organização: Projeto Disturbios do Desenvolvimento - IPUSP

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

O QUE VEM POR AÍ!

Voltando a falar do Congresso, muitas novidades foram expostas no congresso e na feira de reabilitação. O aparato tecnológico de assistência à pessoa com deficiência não para de se aprimorar.

Técnicas de reabilitação robótica como o Lokomat, que permitem o movimento com auxílio e correção das deformidades. Andadores que se transformam em cadeiras de rodas para deambuladores de curtas distâncias, próteses articuladas com movimentação muito próxima do normal. Enfim, muitas possibilidades.

Ainda na área terapêutica, a estimulação magnética transcraniana na reabilitação após acidente vascular cerebral (AVC), para estimulação motora e o aprimoramento de técnicas como a reabilitação em espelho foram novidades e aperfeiçoamentos apresentados no encontro. Terapias intensivas na reabilitação precoce foram salientadas como o melhor plano de recuperação.

Todas essas possibilidades associadas à medidas objetivas dos ganhos funcionais. Cada vez mais propomos avaliações dos ganhos reais da reabilitação e com isso melhoramos cada dia mais o processo de recuperação pós lesional.

Entretanto é importante salientar, e isso foi muito comentado pelos palestrantes, que a terapia robótica ajuda de forma importante no movimento funcional. A órtese robótica e todo o aparato tecnológico está a serviço do tratamento, mas não é o tratamento por si só. 

Nada substitui uma boa equipe, composta por profissionais de diversas áreas, que vão olhar a pessoa deficiente com um indivíduo completo e pleno, com suas peculiaridades, suas dificuldades e sua pluraridade. Nada substitui esse olhar!


Outro ponto importante, que não posso deixar de salientar, é o quanto toda essa tecnologia é acessível. Quando tudo isso vai chegar à todos? Tenho certeza que vai demorar. Nosso país só é democrático e acessível para quem tem dinheiro e o poder público não usa o dinheiro público pelo bem maior da população. Então como diz o ditado, vamos manter um olho no peixe (nas possibilidades de reabilitação) e outro no gato (no uso racional e democrático do nosso dinheiro). Especialmente esse ano, que é ano eleitoral.

Um abraço
Dra Alessandra

domingo, 19 de agosto de 2012

CONGRESSO BRASILEIRO DE MEDICINA FÍSICA E REABILITAÇÃO

Essa semana participei do Congresso Brasileiro de Medicina Fisica e Reabilitação. É a primeira vez que venho a esta evento e o tamanho impressiona. 

Realizado no Centro de Convenções do Anhembi junto com a feira de reabilitação, a estrutura física é enorme.

Embora com algumas falhas, especialmente na parte de alimentação (no primeiro dia oficialmente passei fome), a organização é muito boa e o espaço muito bem pensado.

Impressionante como a deficiência vem cada vez mais tomando seu espaço e seu lugar nas discussões e nos investimentos na área da saúde.

Claro que quando falamos de saúde pública, essa realidade ainda está muito distante e pouco acessível, mas a área da reabilitação cresce exponencialmente, tanto em novos recursos quanto em aprimoramento dos antigos.

Muito se falou sobre o idoso, que mesmo quando não tem deficiência, tem mobilidade reduzida e uma fragilidade que se não diagnosticada e abordada reduz sua expectativa e qualidade de vida.

Um consenso nesta área é que qualidade de vida, integração, inclusão e principalmente funcionalidade são os reais objetivos de um bom programa de reabilitação. Olhar esse indivíduo como alguém que está se adaptando a uma nova realidade (como na maior parte dos casos), respeitar o tempo e o luto e apoiar essa pessoa durante todo o processo é a base de qualquer reabilitação bem feita.

Ouvi ainda, algumas palestras sobre internação para reabilitação e outras sobre a dificuldade de acharmos locais para os casos crônicos e a reabilitação de manutenção. Resumindo, o que é difícil, é difícil para todo mundo.

Finalizando, muito se falou de técnicas de reabilitação no presente e especialmente para o futuro, mas sempre pensando o individuo por trás da deficiência, os aspectos psiquicos e emocionais dessa pessoa e de sua familia. Só assim reabilitamos globalmente. Trazendo essa pessoa, toda sua potencialidade e sua pluraridade de volta à vida e não só reabilitando a marcha ou o controle de tronco.

No proximo post falaremos sobre as novidades propriamente ditas.
Um abraço
Dra Alessandra

domingo, 12 de agosto de 2012

PEQUENAS FELICIDADES

Eu sou uma pessoa feliz. Mesmo! Parte disso vem da minha personalidade. Sou mais alegre que melancólica. Mas boa parte disso é uma escolha. Eu escolho a alegria. No copo pela metade, acredito que ele está meio cheio e não meio vazio.

Mesmo nos momentos de problemas mais graves, tento não manter o foco no negativo e aproveitar todo e qualquer momento de alegria.
É claro que o meu trabalho, onde escuto histórias muito tristes, me ajuda a contextualizar minha vida. Recebo,todos os dias, lições de vida, pessoas que passam por situações extremas e tiram um força, uma retidão que admiro. E observo. E aprendo. 

Comparar nunca é uma boa proposta. Sempre há alguém com mais ou menos. Mas o que vale é olhar o hoje e aproveitar. Aprender que há sempre mais e menos, mas o que eu tenho é meu, o que eu sou é bom. Pode melhorar? Sempre, mas o presente me faz feliz, me basta.

Ouço muito a frase: " Eu era feliz e não sabia" e penso que talvez essa pessoa ainda seja feliz e continue não sabendo, não reconhecendo.
Mas a maior conquista neste processo que é viver, foi aprender a aproveitar as pequenas felicidades.


Pensar nas pequenas felicidades é essencial. Minhas orquídeas que se abrem, um pôr do sol na minha varanda, um chá e bom papo com os amigos, um vinho com a pessoa amada. Minha família, meus bichos. O amor incondicional e eterno, maior que eu, que sinto pela minha filha. Coisas simples, corriqueiras, mas que agradeço e reconheço como pura e absoluta felicidade.

E isso é possível, acessível a todos nós. Basta querer, manter a mente alerta e o coração aberto. 

Mais do que seja feliz, se aprorpie, reconheça e aproveite sua felicidade. E expanda isso, compartilhe, divida, some. Assim faremos um mundo melhor e seremos pessoas melhores. Eu estou no caminho! Pelo menos tentando.

Boa semana. Abraço.
Dra Alessandra

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Filho de peixe não nasce jacaré!

Essa frase é uma adaptação que faço frequentemente do ditado “filho de peixe, peixinho é” e que repito várias vezes durante meu trabalho.

E o principal objetivo desta frase não é lembrar aos pais a herança genética de seus filhos, mas principalmente os comportamentos aprendidos no ambiente domiciliar. Criança aprende observando. Não adianta mandar seu filho beber suco de laranja, enquanto você só bebe refrigerante.

Assim vale também para a escola. Uma queixa extremamente frequente é a que a criança não quer estudar. Vamos combinar, quantos de nós aos 7 ou 8 anos de idade queriam estudar? Quantos espontaneamente pegamos um livro para ler? Poucos, eu garanto. Até porque nesta idade, não há maturidade para entender os reais benefícios do estudo.

Mas esses também são comportamentos aprendidos. Estudos apontam que a escolaridade materna é fator importante no sucesso escolar das crianças. Se você lê, se informa, estuda, está indiretamente ensinando seu filho a fazer o mesmo.

Ajudar a tarefa de casa, checar cadernos, agendas, coisas que parecem óbvias, mas ás vezes eu pergunto à mãe o ano em que o filho está na escola e ela não sabe. E ainda espera que a criança tenha um bom desempenho escolar!

Ter em mente a responsabilidade que é criar um filho é necessário e imprescindível. Amar, educar, dar suporte e bons exemplos de respeito e cidadania criará não só uma geração de adultos mais envolvidos e éticos, como também um mundo melhor de se viver.

Um abraço

Dra. Alessandra


quinta-feira, 2 de agosto de 2012

O ELETRENCEFALOGRAMA: VAMOS CONHECER UM POUCO DESTE EXAME

Recebo muitas perguntas no blog a respeito do exame de eletrencefalograma. Vamos tentar responder algumas.

O Eletroencefalograma (EEG) é o estudo do registro gráfico das correntes elétricas encefálicas, realizado através de eletrodos aplicados no couro cabeludo.

O psiquiatra alemão Hans Berger (1873-1941), obteve a primeira imagem gráfica das corrente elétricas do cérebro através da pele intacta da cabeça do homem.

As indicações destes exames são: avaliação de síndromes epilépticas, avaliação de coma, morte encefálica, intoxicações, encefalites, síndromes demenciais, crises não epilépticas e distúrbios metabólicos.

O exame deve ser realizado em ambiente tranquilo e silencioso, preferencialmente com o paciente em sono espontâneo ou induzido por remédio, pois o sono é um ativador das alterações epilépticas. Manobras como fotoestimulação e hiperpnéia (respirar rápido) também devem ser realizadas de rotina. A duração mínima do registro deve ser de 20 minnutos.

É um exame relativamente barato, sem riscos e de fundamental importancia na investigação de quadros epilépticos. Entretanto, embora específico, é um exame pouco sensível, o que significa que um EEG normal não afasta a possibilidade de epilepsia. Quando as crises são bem estabelecidas, o dignóstico da epilepsia é eminentemente clínico. A repetição seriada de exames, 3 ou 4, pode aumentar as chances do aparecimento das anormalidades.

E EEG é uma ótima ferramente de apoio diagnóstico, porém deve ser solicitado com indicação clínica e avaliado por profissional capacitado e experiente.

Um abraço
Dra Alessandra

terça-feira, 17 de julho de 2012

Vale a pena ler!!

Amigos, vou postar a entrevista de um colega da AACD, que li no blog de um colega.
O endereço do blog é www.saudeconsciencia.blogspot.com.br
Vale a visita.

PRECISA CAIR A FICHA - ENTREVISTA



POR: ANTONIO CARLOS FERNANDES - MÉDICO ORTOPEDISTA



Sem jogo de bola e outras brincadeiras de rua, com a atenção voltada para games, computadores, tablets e smartphones, as crianças podem acabar antecipando o processo de envelhecimento.
O que o senhor tem observado no comportamento das crianças em relação à postura?
Antes de tudo, que praticam menos atividade física. Há muito mais atividade intelectual, seja na escola ou em casa, além de a atenção hoje estar voltada para videogames, computadores, tablets e smartphones.

Quais são as possíveis consequências desse comportamento?
O músculo torna-se mais fraco e as articulações sofrem com a sobrecarga. Isso ocorre tanto na coluna quanto nos membros inferiores. Quando essas crianças decidem levar adiante uma atividade física, é até necessário que o façam de forma progressiva e acompanhada de alongamentos e fortalecimentos, para que evitem lesões e tenham um corpo compatível com a sua faixa etária.

Existe uma idade certa para iniciar a prática de esportes?
É um processo natural. A criança desenvolve as funções neuromotoras apropriadas à medida que cresce. Para ela, quando pequena, esporte é correr, brincar e jogar bola. Hoje, em uma cidade grande, quem brinca na rua? É muito difícil. Mas é possível fazer exercícios na escola, em casa, no clube e, eventualmente, numa academia. Assim como nós, adultos, as crianças têm de se exercitar. O ideal é praticar, ao menos, três vezes por semana. A duração, no entanto, depende tanto da atividade quanto da idade.

Quais os perigos da mochila com alças folgadas, pesada e fora de eixo?
O corpo da criança está dimensionado para seu peso. Se alguma área carregar excesso de peso, sofrerá. É o mesmo que sair com apenas um sapato de 5 quilos. E ao peso do nosso corpo alia-se a pressão exercida pela coluna de ar atmosférico. Por sermos bípedes, grande parte dessa sobrecarga está sobre a lombar e, quanto maior o peso nessa região, maior a chance de complicações.

E qual o peso de hábitos como esse na qualidade de vida?
Quando se trabalha pouco um músculo normal, o que sofre com a sobrecarga são as pequenas articulações da coluna. E aí, há uma chance maior de desenvolver sintomas como dores e má postura. Caso persista na ação por muitos anos, a criança passará a ter vício postural que, aliado ao desgaste das articulações, irá desencadear o processo de envelhecimento.

Por que envelhecimento?
Porque nosso organismo age de forma distinta à do fator cronológico. O sedentarismo leva à acentuação das taxas de gordura no sangue, predispõe ao sobrepeso e à hipertensão arterial, por vezes também ao diabetes e a doenças cardíacas. O sobrepeso pode ainda comprometer articulações, tanto da coluna como dos membros inferiores. E tudo isso começa já na vida infantil. São problemas da vida moderna: crianças com erros alimentares e sedentarismo.

Não parecem muito diferentes dos adultos.
É uma tendência. Hoje, um adulto jovem sedentário, por exemplo, trabalha muito e, geralmente, nessa fase da vida está se preparando para casar, constituir família etc. Por falta de tempo, pratica pouca ou nenhuma atividade física. E, ao decidir fazer um esporte, a chance de lesão é muito grande e ele logo desanima. Com essa falta de exercícios, o envelhecimento ocorre antes do tempo. Ou seja, precisa cair a ficha. Trocamos essas atividades por clicar em botões, assistir à televisão e jogar videogame. E isso está ocorrendo muito cedo, antecipando cronologicamente as doenças do envelhecimento. Todos sabem que para combater o envelhecimento é necessária uma alimentação saudável, evitando alimentos gordurosos e industrializados. E que também é preciso praticar atividades físicas. Isso faz parte de nossa vida.

Ansiedade na infância: por que nossas crianças sofrem com o amanhã?

Eu acho que a infância é, sem dúvidas, a melhor fase da vida. Onde tudo é lúdico e onde a vida ainda é mais diversão do que obrigação....