Perder alguém que amamos é sempre triste, seja esse alguem uma pessoa ou mesmo um animal. Quantos de nós já não sofremos com a morte de um bichinho que era praticamente da familia?
Eu trabalho com crianças em situações clinicas muito graves, por isso não perco de vista que por mais que amemos um animal, ele não é uma criança, não é um filho ou um pai.
Mas toda esse constatação racional não elimina o sofrimento. Perdi uma cachorra ontem. De uma forma muito traumática. Eu que socorri e levei ao veterinário, onde tudo foi tentado, mas 12 horas depois de muito sofrimento, ela nos deixou. Partiu deixando um grande vazio, mas também algumas certezas. A maior delas é que ela foi e é muito amada.
Lembrando de seus momentos desde um filhotinho levado até a grande amiga que ela se tornou, acho que fomos muito felizes juntas. Ela cresceu livre, correndo pelo quintal, comendo bem, com todo amor, carinho e conforto que vejo muitas crianças serem privadas.
Nos entendiamos pelo olhar, reconheciamos por seu latido quando ela estava olhando um avião ou amedrontada com um barulho. Isso é vinculo. Isso é amar. E mesmo sofrendo com sua partida, eu continuo com a certeza que ter um animal de estimação é um lindo e pleno exercício de amor. E sofrer faz parte da vida, faz parte do mundo. O mais importante é a consciência de que ela teve sempre a melhor parte de mim e eu a dela.
Agora, creio eu, que ela descansa naquele lugar lindo de paz, onde só os puros de coração entram. E lá, ela pode continuar correndo feliz, com suas grande orelhas apontando para o alto e seu porte atlético encantando a todos.
Adeus Kika!
Boa semana a todos
Dra Alessandra
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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
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