domingo, 29 de setembro de 2013

GENTE NO RUMO!



Vou compartilhar com vocês um experiência linda que estou vivendo. Meio que por acaso, como são as boas surpresas da vida, conheci um projeto sensacional, que me encantou na hora. Gente de bem, fazendo o bem e trazendo funcionalidade e autonomia, além de felicidade a adolescentes com deficiência.

Trata-se do projeto Remo meu Rumo! Uma ideia fantástica, que o casal Patrícia Moreno e Ricardo Macéa estão desenvolvendo na Raia olímpica da USP.

E foi num  belo sábado de sol, com a paisagem da USP no entorno que tive a emoção de ver um jovem com deficiência remar pela primeira vez na água (o treinamento começa com o remo dentro de uma espécie de tanque, sem sair do lugar).

O nervosismo inicial deu lugar a uma experiência de prazer e superação. Coisa que só o esporte proporciona. E ele remou várias e várias vezes, sorrindo, curtindo, se divertindo e ao mesmo tempo, melhorando sua coordenação, sua consciência corporal, seu equilíbrio. Lindo de se ver.

O Instituto acabou de nascer, mas já segue trazendo felicidade e frutos nobres. E o caminho ainda está só começando.

Curtam a página no facebook – Instituto Remo meu Rumo! E aguardem o site em breve!

E sejam felizes!Um abraçoDra Alessandra 

terça-feira, 24 de setembro de 2013

DIAGNÓSTICO NO AUTISMO


Embora já tenhamos abordado esse assunto em posts anteriores, vou voltar a falar do autismo, especialmente do seu diagnóstico.

Com a nova classificação psiquiátrica (DSM 5), que saiu em maio desse ano, todas as situações que antes eram classificadas como transtorno invasivo do desenvolvimento (TID), autismo e síndrome de Asperger, passaram a ser denominadas TEA – transtorno do Espectro do Autismo, um continuum de situações clínicas que tem em comum a dificuldade de socialização e comunicação e os comportamentos estereotipados.

Os quadros variam em intensidade e gravidade e podem estar associados a outras situações como a deficiência intelectual e a epilepsia.

O diagnóstico do autismo é clínico, baseado em critérios diagnósticos. E esse é o ponto que quero salientar com vocês.

Quando falamos que um diagnóstico é clínico, significa que não há exames que  o confirmem. Pode-se até realizar alguns exames se o médico achar necessário para descartar outras situações, mas o fato desses exames serem normais não invalida o diagnóstico.

Eletrencefalograma, ressonância, tomografia, cariótipo e outros exames normais, não significam que a criança não é autista.

O diagnóstico deve ser feito pelo médico especialista qualificado para tal e preferencialmente junto com uma equipe interdisciplinar. Os exames complementares são recomendados para investigação etiológica e só devem ser realizados à critério do médico.

Vários fatores vão interferir na evolução desta criança e tudo isso deve ser avaliado durante o processo diagnóstico.

A presença, o entendimento e especialmente o envolvimento familiar são essenciais para a melhor evolução. Quanto mais os pais e familiares souberem a respeito do TEA, seguirem as orientações e investirem tempo e dedicação nesse processo, tanto melhor para a criança.

Um abraço
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Dra Alessandra

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

QUEBRANDO PEDRAS, PLANTANDO FLORES

Hoje vou contar a vocês um história muito bonita de amor e vínculo, dessas que nos tiram uns minutos das dificuldades da vida e nos roubam um sorriso.

Esse bebê é uma mocinha com um quadro muito grave, uma guerreira que já nasceu com muitos problemas. Apresenta uma sequela neurológica importante, associada a deficiência visual e auditiva e se alimenta desde o berçário por uma sonda na barriga, chamada gastrostomia.

A mãe, é claro, ainda está se acostumando com toda essa rotina, com todas essas dificuldades  e se adaptando a esse bebê diferente do que ela esperava.

Mas segue lutando com muito amor e dignidade. Atenta as orientações da equipe segue cada dica com uma precisão cirúrgica e graças ao esforço dela e a competência da profissional que a atende, a pequena já come umas colheradas pela boca.

E essa é a parte bonita da história. A mãe a alimenta com um carinho, um orgulho, com a plena consciência da vitória que isso significa. E fala, conversa, olha nos olhos, mantém contato. Um afeto quase palpável e a menina, mesmo  com toda a dificuldade sensorial, vira o rosto para a mãe e sorri.

Isso é vínculo. Esse é o vínculo! Que emociona e que faz a equipe se orgulhar. E dividir isso entre profissionais como um prêmio à todo estudo, todo esforço, toda a dedicação.

E assim vamos quebrando pedras e plantando flores como dizia Cora Coralina. Vibrando e torcendo. Comemorando pequenas e grandes vitórias. E sendo felizes! Sejam vocês também!

Um abraço


Dra Alessandra

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Página no Facebook

Amigos do blog

Vocês sabem que sou uma grande curiosa com tecnologia, cheia de boa vontade e pouca experiência...

Pois é, nesse contexto, estou montando uma página no facebook, onde pretendo de forma mais rápida e resumida que aqui no blog, postar dicas de Neurologia e de Acupuntura, textos interessantes, dicas de livros e sites, enfim, contribuir um pouco mais para informar pais e familiares de crianças com situações neurológicas.

Por isso, curtam minha página.
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Um abraço e sejam felizes

terça-feira, 20 de agosto de 2013

VAMOS FALAR DA FALA?


O desenvolvimento infantil, especialmente nos primeiros anos de vida, é um importante preditor do resto de nossas vidas. Acompanhar, conhecer e estimular os marcos normais é fundamental.
E embora os aspectos motores sejam mais fáceis de acompanhar, marcos relacionados a sociabilidade e a fala também devem ser observados.
Transtornos como o autismo podem ter como quadro inicial o atraso na fala. No Brasil, a surdez profunda ou severa tem seu diagnóstico realizado muito tardiamente. Essas situações podem ser melhor abordadas quando o diagnóstico e principalmente a intervenção são realizados precocemente.
Vamos então conhecer os principais marcos no desenvolvimento da fala e da socialização:
Até um mês de idade:
       Olha para o rosto das pessoas que o observam.
       Ao ouvir uma voz chamando-o,reage de  algum modo: 
mudando o ritmo da respiração ou abrindo mais os olhos e demonstrando “atenção, ou rodando a cabeça para um dos lados como se quisesse localizar a fonte do som”.
Três meses: 
                                  Sorri reativamente,
                                  Ao ouvir uma voz, fica atento.
Quatro meses
                                  Sons guturais(“ANGU”)
                                           Seis meses
        Inicia sons vocálicos: “AAAAAA”
        Localiza som (molho de chaves), na altura dos ouvidos.
Nove meses
                                  Lalação: “BAA BAA BAA” “TAA TA TA” MA-MA”.
                                  Localiza som ao lado e acima da cabeça (até 13 
meses).
                                  Recusa aproximação de pessoas estranhas.
Doze meses
·      Lalação:“Mama”“Papa”“Dada”
 
Dezoito meses
                                  Primeiras palavras-frases: “Dá”
                                  Brinca imitando (telefone no ouvido, tenta rabiscar).
                                  Aponta para o que quer.
Dois anos
                                  Combina 2 palavras
                                  Associa idéias: aperta o interruptor e olha para a lâmpada. Aponta para a bolsa, por. ex., da mãe e diz 
“mamãe”.
                                  Imita trabalhos caseiros.
                                  Aponta para partes do corpo.
                                  Três anos
        Frases gramaticais.( EU)
        Diz o próprio nome completo.
        Gagueira fisiológica.
        Brinca de faz-de-conta.
Quatro anos
• Frases completas. Ainda troca letras; ou suprime as letras (sapato por pato).
• Usa plural.


É claro que essas são noções gerais e em caso de dúvida, deve-se procurar primeiro o pediatra da criança e o neuro ou o fonoaudiólogo em casos mais específicos. Outros profissionais como o otorrino, caso haja indicação médica também podem auxiliar no diagnóstico.
Um abraço
Dra Alessandra
Fonte: Exame Neurológico em Crianças – Carolina R. Funayama. Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto. 

Ansiedade na infância: por que nossas crianças sofrem com o amanhã?

Eu acho que a infância é, sem dúvidas, a melhor fase da vida. Onde tudo é lúdico e onde a vida ainda é mais diversão do que obrigação....