terça-feira, 19 de julho de 2016

Apraxia da fala na infância


Em maio deste ano eu e parte da equipe da Vivere fomos a uma palestra sobre Apraxia da fala. Este é um diagnóstico que vem sendo reconhecido e divulgado há pouco tempo e que ainda gera muitas dúvidas.

A apraxia da fala na infância é um distúrbio neurológico motor no qual a criança apresenta dificuldade no planejamento e na programação dos movimentos necessários para a fala.

Pode ocorrer como resultado de um déficit neurológico de origem conhecida, ou como um distúrbio neurogênico idiopático.

É uma situação mais prevalente em meninos e pode afetar 1-2  a cada 1000 crianças.

Apresenta-se normalmente como um atraso importante na fala e eventualmente na comunicação como um todo.

Várias situações clínicas podem apresentar o atraso na fala como característica e é sempre de fundamental importância e investigação precoce destes casos para que não se percam janelas importantes de estimulação.

O diagnóstico da apraxia da fala é clínico e realizado pelo fonoaudiólogo em parceria com o neuropediatra, cuja função é pesquisar e descartar outros eventuais diagnósticos que cursem com atraso na fala.

O tratamento é realizado através de terapia fonoaudiológica específica.


Para maiores informações acessem o site: www.apraxia-kids.org

Um abraço
Dra Alessandra


domingo, 17 de julho de 2016

A nossa unidade 2 e a multidisciplinaridade

E finalmente inauguramos nossa unidade 2!!! Ela funciona no próprio The Square, no bloco C, salas 217/218.


Um espaço mais amplo e com maiores possibilidades terapêuticas. Nossa equipe cresceu ainda mais e hoje somos um grupo coeso e com formação de excelência para o atendimento em reabilitação física e cognitiva.

No aspecto cognitivo, contamos hoje com uma equipe de terapeutas ABA e de acompanhantes terapêuticos. Sessões domiciliares, seguimento escolar e terapias nas salas específicas para ABA dão às crianças com Transtornos no Espectro do Autismo um atendimento amplo, que somado a terapia fonoaudiológica e a terapia ocupacional, agora com a nova sala de integração sensorial, uma reabilitação completa.







No campo da reabilitação física, contamos agora com uma sala de fisioterapia motora, com profissionais especializadas em reabilitação neurológica, RPG e pilates solo, além de duas especialidades fonoaudiológicas (linguagem e disfagia) e ainda, o recurso da integração sensorial.

A acupuntura continua atuando de forma ativa e dando suporte à reabilitação, especialmente às famílias e a nutrição segue atendendo crianças no processo de reabilitação e ainda, na reeducação alimentar para melhora da saúde e da qualidade de vida.


E finalmente, contamos agora na nossa equipe com Musicoterapeuta. A musicoterapia é a utilização da música (ritmo, melodia, harmonia) no processo de reabilitação. Vamos fazer um post explicando melhor essa forma de terapia e suas indicações. Nossa musicoterapeuta Ana Cristina Sanches de Assis Domingos é uma terapeuta querida e competente que trabalhou com boa parte do nosso time na AACD e hoje integra nosso corpo clínico.

E assim, cada vez mais, vamos conseguindo dar às nossas crianças e adolescentes um atendimento de excelência, com uma equipe multidisciplinar unidade e coerente, num espaço cada vez mais agradável, onde o atendido aprende brincando, se divertindo, e especialmente, sendo feliz.




Nossas especialidades: Neurologia infantil e do adolescente, neuropsicologia, terapia cognitivo comportamental, terapia ABA, fonoaudiologia – linguagem e disfagia, fisioterapia motora, fisioterapia aquática, pilates solo, RPG, terapia ocupacional (integração sensorial), musicoterapia, acupuntura e nutrição.

Em caso de dúvidas, podem perguntar por aqui, mas caso eu demore a responder, enviem e-mail para contato@vivereclinica.com ou visitem nosso site: www.vivereclinica.com

Um abraço

Dra Alessandra

terça-feira, 10 de maio de 2016

Entendendo a disfagia

Contei no post anterior que agora temos na Vivere uma fonoaudióloga especialista em disfagia e distúrbios da alimentação. Mas o que é disfagia?

Segue então um texto da Fga Natália Gonfiantini explicando as alterações alimentares.

"A alimentação adequada é fundamental em todas as idades, pois auxilia o crescimento físico, o bom desenvolvimento neuropsicomotor, nutricional e imunológico. 

Distúrbios alimentares, como a disfagia e a recusa alimentar, dificultam a deglutição dos alimentos, prejudicando, então, o desenvolvimento dos indivíduos.
  
A recusa ou a seletividade alimentar pode ser observada em casos de pessoas que tenham alterações sensoriais orais, comportamentais, refluxo gastresofágico e/ou na disfagia. Já essa é um distúrbio que pode ocorrer no ato da manipulação oral do alimento, na deglutição e/ou no trânsito esofágico, tendo frequentemente relação com engasgos, tosse e sudorese intensa durante a refeição, dificuldade no ganho de peso, presença de refluxo gastresofágico, aspiração de alimento para vias aéreas  e pneumonias de repetição.  
              Comumente pessoas que possuem déficits intelectuais, comportamentais, alterações neurológicas, sensoriais e/ou síndromes genéticas, como por exemplo paralisia cerebral, sequela de acidente vascular cerebral (derrame), síndrome de Down, entre outras, podem apresentar distúrbios alimentares associados, o que prejudica o seu desenvolvimento.      

Nesses casos, é de extrema importância a avaliação do fonoaudiólogo, para melhor definição das condutas relacionadas à alimentação e deglutição." 

Fga. Natália Rocha Gonfiantini - CRFa:2-16960.
Formada em fonoaudiologia pelo Centro Universitário São Camilo.
Aperfeiçoamento em disfagia infantil pelo Hospital Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, onde realizou também monitoria de estágio hospitalar, em motricidade orofacial com enfoque em disfagia neonatal do centro de cursos Fga. Cláudia Xavier.
Aprimoramento em fonoaudiologia neurológicva e de reabilitação pela neuroqualis.
Atuou em disfagia infantil no leito no Hospital Santa Catarina e no Hospital das Clínicas (instituto da criança), onde foi supervisora prática do curso de pós graduação em disfagia infantil da unidade.
Atualmente integra o quadro de fonoaudiólogas da AACD - Associação de Apoio a Criança Deficiente, APAE - associação de pais e amigos dos excepcionais e clínica Vivere.  


terça-feira, 3 de maio de 2016

Corre Menina!


Hoje vim aqui falar de um assunto diferente, mas que ainda assim tem muito a ver com saúde física e mental.
Em alguns momentos já abordei aqui a necessidade de pais e cuidadores de pessoas com deficiência terem um tempo para cuidar de si.
E uma resposta que eu sempre ouço é: “Não tenho tempo”, “a vida é muito corrida”, “só eu sei cuidar dele”. E assim, de desculpa em desculpa, vamos abrindo mão da nossa saúde e principalmente da nossa vida.
Por isso hoje vim contar a vocês uma história muito pessoal.
Eu adoro correr! Comecei a correr por acaso. Vinha caminhando e resolvi sair correndo. Simples assim! Sem treino, sem planejamento. Só correr. Fui me viciando nessa endorfina que a corrida libera e me apaixonando pelas possibilidades da corrida. A meta era correr os 10 km em menos de 1 hora. E consegui! Mas como prêmio, machuquei o joelho.
Fui então ao médico que disse que era bem simples, eu só teria que fortalecer a musculatura. Sim! Para correr eu tinha que fazer musculação e me preparar. Fui deixando pra lá. Parei de correr, e ganhei cerca de 20 kg nos 5 anos que se seguiram. E aí começaram as dores. Dói a coluna, dói o joelho, dói o ombro, dói o pé. Doía tanta coisa que era até difícil classificar.
Mas a coisa mais gostosa da vida é que sempre é tempo de recomeçar. E um belo dia, eu resolvi que queria voltar a ter aquele prazer e de quebra perder todo aquele peso que não me pertencia.
 
Comecei a treinar minha musculatura, com treino funcional e pilates, procurei um personal e uma nutricionista, perdi muito peso e finalmente, depois de 10 meses, voltei a correr. Devagar fiz 5 km, depois 10 km e finalmente 16 km. Um misto de euforia e sensação de superação. Outros desafios virão, com consciência e disciplina. Como uma escolha. Uma escolha que eu faço todos os dias quando acordo as 5:30h da manhã para treinar. Bate uma preguiça às vezes! Claro que sim. Mas eu penso: É pra mim. É a minha escolha. Eu dedico uma hora do meu dia, praticamente todo dia, para mim. Porque eu mereço. Porque todos nós merecemos.
E acredite, um dia isso fica tão parte da sua rotina, tão parte de você, que a gente sente muita falta quando não pode treinar.
Essa história vem para que eu reafirme a vocês que é possível. É possível que no meio de tantos afazeres, tantos compromissos, a gente possa se olhar, se cuidar e se amar. Não precisa ser com um esporte, não precisa perder peso, mas é preciso um autocuidado, um momento pra você.
A gente cuida muito melhor do outro quando se cuida primeiro. A caridade começa de dentro para fora. Seja caridoso e cuidadoso com você. E principalmente, seja feliz!
Um abraço
Dra Alessandra

terça-feira, 26 de abril de 2016

2016 e suas possibilidades

O ano começou com muito trabalho aqui na Vivere. Muito trabalho e muitas novidades que venho compartilhar com vocês.

Nós estamos observando uma demanda importante de terapia de reabilitação ABA para nossas crianças com Transtornos do Espectro do Autismo. É uma terapia bastante intensiva e programada, com resultados positivos já bem documentados na literatura e na nossa prática clínica.

Muitas famílias vêm conseguindo, inclusive, liminares para que o plano de saúde pague por essa terapia. Pensando nisso, este mês firmamos parceria com um escritório de advocacia muito conceituado na região e que vem ganhando com frequencia o acesso das nossas crianças às terapias necessárias.

Em breve, teremos inclusive, uma palestra sobre o tema para maiores esclarecimentos.

Outra boa novidade é o aumento do nosso espaço físico! Teremos duas salas exclusivas para terapia ABA, uma sala de fisioterapia, outra de fonoaudiologia e uma de Terapia Ocupacional com Integração sensorial, além de uma sala para avaliação Neuropsicológica e Terapia Cogmed.

Para finalizar tantas novidades, contamos agora com Nutricionista e com mais uma fonoaudióloga, especialista em disfagia e distúrbios da alimentação.

E assim trabalhando muito, estudando muito e nos dedicando para oferecer a cada dia um serviço de melhor qualidade para nossos pequenos.

Em caso de dúvidas, podem perguntar por aqui, mas caso eu demore a responder, enviem e-mail para contato@vivereclinica.com ou visitem nosso site: www.vivereclinica.com


Um abraço

Dra Alessandra

terça-feira, 15 de março de 2016

Entrevista no blog Super Mãe

http://www.supermae.blog.br/2016/03/entrevista-com-neuropediatra-alessandra.html

Terapia Multidisciplinar


Muito tem se falado deste termo na atualidade, especialmente na reabilitação neurológica. O termo avaliação ou terapia multidisciplinar descreve a parceria entre diversos profissionais da área da saúde para a avaliação diagnóstica e o tratamento de um paciente.

Quando usamos esse termo para nos referir ao processo de avaliação diagnóstica, estamos dizendo que vários profissionais de diferentes áreas vão examinar aquela criança para fechar um diagnóstico e orientar o tratamento.
 
Por exemplo, em crianças com dificuldades escolares, essa avaliação conta, geralmente com neuropediatra, neuropsicólogo e fonoaudiólogo. Eventualmente, a terapia ocupacional (TO) pode ser necessária no processo diagnóstico. Nas crianças com suspeita de transtornos do espectro do autismo, essa avaliação também deve ser realizada por esses profissionais. Já quando pensamos na paralisia cerebral, a avaliação é realizada pelo neuropediatra, pelo fisioterapeuta, pelo fonoaudiólogo e pelo terapeuta ocupacional. 

Uma vez finalizada essa investigação e concluindo-se que a criança apresente algum transtorno, essa equipe sugere a abordagem terapêutica a ser instituída.

Várias situações neurológicas requerem uma terapia multidisciplinar, que pode combinar o tratamento medicamentoso (com remédio), com terapias de reabilitação, tais como fisio, fono, TO, psicoterapia, terapia ABA, treino cognitiva, equoterapia, hidroterapia, arteterapia, musicoterapia, entre outros. Eventualmente a terapia medicamentosa pode não ser necessária, ficando a reabilitação como parte principal do tratamento.

Mais importante que a presença de vários profissionais cuidando de uma criança é que haja uma troca profunda e regular entre eles. Os objetivos de terapia têm de ser tratados em conjunto e em harmonia, bem como as avaliações subsequentes da evolução.

Tratar uma criança com dificuldades escolares, motoras, sensoriais ou cognitivas é um belo trabalho, cheio de bons resultados, entretanto é um trabalho que deve ser realizado por uma equipe unida e que trabalhe pelo mesmo objetivo, com cada especialista somando forças com sua expertise para que tenhamos crianças bem adaptadas e principalmente, felizes.

Um abraço
Dra Alessandra
 

Ansiedade na infância: por que nossas crianças sofrem com o amanhã?

Eu acho que a infância é, sem dúvidas, a melhor fase da vida. Onde tudo é lúdico e onde a vida ainda é mais diversão do que obrigação....