www.vivereclinica.com www.facebook.com/clinicavivere Rodovia Raposo Tavares km22 - The Square Open Mall Bloco F sala 107 Tel: (11) 2898-9851 (11) 9 8876-2992 contato@vivereclinica.com
sexta-feira, 12 de agosto de 2016
O tratamento medicamentoso. Medos e possibilidades.
Hoje vamos falar de um assunto que gera muito medo e muitas expectativas nos pais, que é a abordagem de uma situação clínica através do uso de medicamentos.
Em primeiro lugar, eu quero salientar que geralmente na nossa prática clínica, o uso do medicamento só ocorre quando entendemos que esse é o melhor caminho para a melhora ou a resolução de uma queixa clínica. Há alguma situação, que impacta negativamente a vida daquela criança e de sua família e após uma avaliação clínica minuciosa, com ou sem a necessidade de exames complementares, fechamos um diagnóstico e optamos por introduzir um remédio.
Em alguns casos, como a epilepsia, por exemplo, essa introdução é mandatória, ou seja, o tratamento é primordialmente realizado com remédios. Em outros, como os transtornos do espectro do autismo, a medicação só entra para auxiliar a reabilitação, quando necessário e isso pode e deve, inclusive ser discutido com a família.
Em outros casos, como o TDAH, a associação de medicamentos e reabilitação cognitiva com terapia cognitivo comportamental é a melhor associação, porém essa escolha também pode ser discutida com a família e com a própria criança.
Dois aspectos devem ser salientados neste assunto. O primeiro, e que mais me preocupa, é o excesso de expectativa em relação ao tratamento medicamentoso. Um remédio tem uma função, geralmente única, de melhorar algum sintoma alvo que causa mais impacto, mas ele não vai resolver todos os problemas da vida. Ele (ainda bem) não vai modificar quem aquela criança é. E finalmente, ele não vai substituir a presença dos pais, a colocação de limites e as necessidades de supervisão próprias de cada idade.
O outro aspecto é o inverso. Vivemos num mundo onde parece que tudo pode ser resolvido com remédio. Remédio para dormir, para acordar, para ser feliz, para estudar... E por aí vai. Isso acaba gerando em algumas famílias uma resistência ao uso de toda e qualquer medicação, especialmente, as medicações controladas.
Isso é uma pensa, porque por conta de preconceitos, normalmente infundados, perdemos a chance de melhorar muito a vida de uma criança. Sempre comento para os meus pacientes que não existe remédio “forte”, existe remédio bem indicado.
Quando um remédio é usado com objetivos concretos, baseado num diagnóstico cuidadoso e com um bom plano de tratamento traçado para melhorar a qualidade de vida da criança, então ele é realmente bem indicado.
Por isso, busque o diagnóstico do seu filho. Entenda o porquê daquela prescrição. Pesquise, escute outras opiniões e não tenha medo de eventualmente usar um medicamento que pode ajuda-lo em vários aspectos da vida.
Um abraço
Dra Alesandra
terça-feira, 9 de agosto de 2016
terça-feira, 2 de agosto de 2016
As doenças neuromusculares
Meus
amigos, vocês que acompanham aqui no blog sabem que sou movida a desafios.
Adoro estudar e sou uma curiosa por natureza. Mas esse ano entrei numa situação
realmente desafiadora e fora da minha zona de conforto. Dizem que a gente só
cresce quando saímos da nossa zona de conforto, então esse foi um ano de muito
crescimento.
Fiz minha
formação em neuropediatria e posteriormente em epilepsia e transtornos
psiquiátricos. Nunca mais depois que saí da residência trabalhei com doenças
neuromusculares.
Entretanto fui convidada para assumir essa clínica no centro
de reabilitação onde trabalho. Realizei um treinamento intenso e estudei muito
para essa nova função.
Em tempo, sob
a denominação genérica de doenças neuromusculares, agrupam-se diferentes
afecções decorrentes do acometimento primário da unidade motora, composta pelo
motoneurônio medular, raiz nervosa, nervo periférico, junção mioneural e
músculo. Nas crianças, a maior parte destas afecções é geneticamente
determinada, sendo as doenças neuromusculares adquiridas bem mais raras do que
em adultos. Miopatias, distrofias musculares, polineuropatias são exemplos
destas condições.
Sem dúvida,
o maior desafio deste momento foi voltar a atender adultos. Eu sou uma pediatra
por natureza. Atendo meus pacientes com minhas pantufas de minions e sou
fundamentalmente uma pessoa no diminutivo!
Não foi fácil. Mas abri meu coração,
enfrentei meus medos e devo dizer que estou realmente gostando da nova
experiência. Vendo a reabilitação por outro ângulo e vivenciando experiências
muito diferentes daquelas da pediatria.
Resumindo,
assumir novas funções não só é um estímulo cognitivo como também um estímulo
para a vida, onde aprendemos novas abordagens e também um novo olhar para a profissão.
Um abraço
Dra
Alessandra
terça-feira, 26 de julho de 2016
A equipe de reabilitação na Paralisia Cerebral
Nós já
conversamos sobre paralisia cerebral (PC) ou encefalopatia crônica não
evolutiva num dos primeiros posts do blog. Hoje vamos falar um pouco sobre
tratamento.
Só para
relembrar, vamos novamente definir o que é a PC. Trata-se do
resultado de um dano cerebral, que ocorre nos primeiros 2 anos de vida, no
cérebro em desenvolvimento.
Esta agressão ao cérebro leva à inabilidade,
dificuldade ou o descontrole de músculos e de certos movimentos do corpo, ou seja,
é uma alteração primariamente motora.
Várias situações clínicas podem
acompanhar a PC, tais como epilepsia, deficiência intelectual, visual ou
auditiva, alterações ortopédicas, disfagia, alterações sensoriais e
dificuldades no aprendizado.
O
tratamento de PC é realizado através da terapia de reabilitação, com equipe
multidisciplinar que deve ter fisioterapeuta, fonoaudiólogo (linguagem e
disfagia), terapeuta ocupacional e psicoterapeuta.
Do ponto de vista médico, a abordagem é de suporte, usando medicamento para espasticidade, quando
necessário ou para as comorbidades que ocorrem, como a epilepsia.
A
fisioterapia motora realiza a estimulação do controle motor grosso, visando a
aquisição dos marcos motores, como sentar, engatinhar e andar. Eventualmente há
ainda, a necessidade da fisioterapia respiratória, para reduzir os eventos
pulmonares, como a pneumonia.
A
fonoaudiologia atua em duas frentes (linguagem e disfagia). Disfagia, que é a
dificuldade de deglutição e alimentação é uma das situações clínicas mais
frequentes e a fono vai auxiliar na introdução da dieta, nas mudanças de consistências
e no processo alimentar como um todo.
A terapia ocupacional
(TO) trabalha o controle motor fino, visando independência funcional nas
atividades de vida diárias e de vida prática, além do recurso da integração
sensorial, que melhora a percepção das entradas táteis, auditivas, visuais e
gustativas.
A
psicoterapia realiza a estimulação cognitiva, o seguimento das dificuldades de
aprendizado, além do suporte familiar e emocional.
Outras
terapias como equoterapia, musicoterapia, arteterapia podem ser indicadas
dependendo da avaliação clínica e também ajudam sobremaneira no processo de
reabilitação.
Uma dúvida
muito frequente é: “Meu filho precisa fazer tudo isso ao mesmo tempo?”
Não
necessariamente! Por isso é importante uma avaliação individualizada e seriada
e o trabalho coeso da equipe com objetivos bem definidos em cada especialidade.
Por exemplo: num primeiro momento, a criança que tem o atraso predominantemente
motor pode precisar mais de fisio e TO e posteriormente, receber alta da fisio
e ficar só com a TO ou com a fono.
O mais
importante de tudo isso é a gente entender que a criança com paralisia cerebral
é cheia de possibilidades e que a reabilitação, especialmente precoce, vai dar
a ela todas as chances de um futuro independente e bem adaptado.
Um abraço
Dra
Alessandra
Nossas especialidades: Neurologia infantil e do
adolescente, neuropsicologia, terapia cognitivo comportamental, terapia ABA,
fonoaudiologia – linguagem e disfagia, fisioterapia motora, fisioterapia
aquática, pilates solo, RPG, terapia ocupacional (integração sensorial),
musicoterapia, acupuntura e nutrição.
terça-feira, 19 de julho de 2016
Apraxia da fala na infância
Em maio
deste ano eu e parte da equipe da Vivere fomos a uma palestra sobre Apraxia da
fala. Este é um diagnóstico que vem sendo reconhecido e divulgado há pouco
tempo e que ainda gera muitas dúvidas.
A apraxia
da fala na infância é um distúrbio neurológico motor no qual a criança
apresenta dificuldade no planejamento e na programação dos movimentos
necessários para a fala.
Pode
ocorrer como resultado de um déficit neurológico de origem conhecida, ou como
um distúrbio neurogênico idiopático.
É uma situação
mais prevalente em meninos e pode afetar 1-2 a cada 1000 crianças.
Apresenta-se
normalmente como um atraso importante na fala e eventualmente na comunicação
como um todo.
Várias
situações clínicas podem apresentar o atraso na fala como característica e é
sempre de fundamental importância e investigação precoce destes casos para que
não se percam janelas importantes de estimulação.
O
diagnóstico da apraxia da fala é clínico e realizado pelo fonoaudiólogo em
parceria com o neuropediatra, cuja função é pesquisar e descartar outros
eventuais diagnósticos que cursem com atraso na fala.
O
tratamento é realizado através de terapia fonoaudiológica específica.
Para
maiores informações acessem o site: www.apraxia-kids.org
Um abraço
Dra Alessandra
domingo, 17 de julho de 2016
A nossa unidade 2 e a multidisciplinaridade
E
finalmente inauguramos nossa unidade 2!!! Ela funciona no próprio The Square,
no bloco C, salas 217/218.
Um espaço
mais amplo e com maiores possibilidades terapêuticas. Nossa equipe cresceu
ainda mais e hoje somos um grupo coeso e com formação de excelência para o
atendimento em reabilitação física e cognitiva.
No aspecto
cognitivo, contamos hoje com uma equipe de terapeutas ABA e de acompanhantes
terapêuticos. Sessões domiciliares, seguimento escolar e terapias nas salas
específicas para ABA dão às crianças com Transtornos no Espectro do Autismo um
atendimento amplo, que somado a terapia fonoaudiológica e a terapia
ocupacional, agora com a nova sala de integração sensorial, uma reabilitação
completa.
No campo da
reabilitação física, contamos agora com uma sala de fisioterapia motora, com
profissionais especializadas em reabilitação neurológica, RPG e pilates solo,
além de duas especialidades fonoaudiológicas (linguagem e disfagia) e ainda, o
recurso da integração sensorial.
A
acupuntura continua atuando de forma ativa e dando suporte à reabilitação,
especialmente às famílias e a nutrição segue atendendo crianças no processo de
reabilitação e ainda, na reeducação alimentar para melhora da saúde e da
qualidade de vida.
E
finalmente, contamos agora na nossa equipe com Musicoterapeuta. A musicoterapia
é a utilização da música (ritmo, melodia, harmonia) no processo de
reabilitação. Vamos fazer um post explicando melhor essa forma de terapia e
suas indicações. Nossa musicoterapeuta Ana Cristina Sanches de Assis Domingos é
uma terapeuta querida e competente que trabalhou com boa parte do nosso time na
AACD e hoje integra nosso corpo clínico.
E assim,
cada vez mais, vamos conseguindo dar às nossas crianças e adolescentes um
atendimento de excelência, com uma equipe multidisciplinar unidade e coerente,
num espaço cada vez mais agradável, onde o atendido aprende brincando, se
divertindo, e especialmente, sendo feliz.
Nossas especialidades: Neurologia infantil e do
adolescente, neuropsicologia, terapia cognitivo comportamental, terapia ABA,
fonoaudiologia – linguagem e disfagia, fisioterapia motora, fisioterapia
aquática, pilates solo, RPG, terapia ocupacional (integração sensorial), musicoterapia,
acupuntura e nutrição.
Em caso de dúvidas, podem perguntar por aqui, mas caso eu demore a responder, enviem e-mail para contato@vivereclinica.com ou visitem nosso site: www.vivereclinica.com
Um abraço
Dra
Alessandra
terça-feira, 10 de maio de 2016
Entendendo a disfagia
Contei no post anterior que agora temos na Vivere uma fonoaudióloga especialista em disfagia e distúrbios da alimentação. Mas o que é disfagia?
Segue então um texto da Fga Natália Gonfiantini explicando as alterações alimentares.
"A alimentação adequada é fundamental em todas as idades, pois auxilia o crescimento físico, o bom desenvolvimento neuropsicomotor, nutricional e imunológico.
Distúrbios alimentares, como a disfagia e a recusa alimentar, dificultam a deglutição dos alimentos, prejudicando, então, o desenvolvimento dos indivíduos.
A recusa ou a seletividade alimentar pode ser observada em casos de pessoas que tenham alterações sensoriais orais, comportamentais, refluxo gastresofágico e/ou na disfagia. Já essa é um distúrbio que pode ocorrer no ato da manipulação oral do alimento, na deglutição e/ou no trânsito esofágico, tendo frequentemente relação com engasgos, tosse e sudorese intensa durante a refeição, dificuldade no ganho de peso, presença de refluxo gastresofágico, aspiração de alimento para vias aéreas e pneumonias de repetição.
Comumente pessoas que possuem déficits intelectuais, comportamentais, alterações neurológicas, sensoriais e/ou síndromes genéticas, como por exemplo paralisia cerebral, sequela de acidente vascular cerebral (derrame), síndrome de Down, entre outras, podem apresentar distúrbios alimentares associados, o que prejudica o seu desenvolvimento.
Nesses casos, é de extrema importância a avaliação do fonoaudiólogo, para melhor definição das condutas relacionadas à alimentação e deglutição."
Fga. Natália Rocha Gonfiantini - CRFa:2-16960.
Formada em fonoaudiologia pelo Centro Universitário São Camilo.
Aperfeiçoamento em disfagia infantil pelo Hospital Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, onde realizou também monitoria de estágio hospitalar, em motricidade orofacial com enfoque em disfagia neonatal do centro de cursos Fga. Cláudia Xavier.
Aprimoramento em fonoaudiologia neurológicva e de reabilitação pela neuroqualis.
Atuou em disfagia infantil no leito no Hospital Santa Catarina e no Hospital das Clínicas (instituto da criança), onde foi supervisora prática do curso de pós graduação em disfagia infantil da unidade.
Atualmente integra o quadro de fonoaudiólogas da AACD - Associação de Apoio a Criança Deficiente, APAE - associação de pais e amigos dos excepcionais e clínica Vivere.
Assinar:
Postagens (Atom)
Ansiedade na infância: por que nossas crianças sofrem com o amanhã?
Eu acho que a infância é, sem dúvidas, a melhor fase da vida. Onde tudo é lúdico e onde a vida ainda é mais diversão do que obrigação....
-
Eu acho que a infância é, sem dúvidas, a melhor fase da vida. Onde tudo é lúdico e onde a vida ainda é mais diversão do que obrigação....
-
Embora esse seja um blog voltado à neurologia infantil e do adolescente, volto hoje a falar sobre o esporte e à saúde geral. Tenho aten...
-
Esse ano a clínica Vivere realizará 4 encontros de pais e profissionais da saúde e educação para conversar sobre nossas crianças. A nossa...






