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Mostrando postagens de Setembro, 2011

Uma conversa sobre Crise ou Convulsão Febril

Hoje vamos falar de um evento muito comum na infância e que apesar de apresentar uma boa evolução assusta muito à família – a crise ou convulsão febril.
É a forma mais comum de crise convulsiva ocasional ou provocada na infância, com incidência variando de 2 a 5% em crianças abaixo de 5 anos.
A crise febril ocorre em crianças na faixa etária de 6 meses a 5 anos de idade, neurologicamente normais e na ausência de infecção do sistema nervoso central (SNC).
A crise é caracteristicamente clônica ou tônico-clônica generalizada (aquela em que a criança “se bate”, vira os olhos e eventualmente fica “roxinha”), de curta duração – raramente a duração é maior que 5 minutos, sem déficits após a crise e sempre na presença de febre.
Fatores genéticos são importantes, já que entre 17 e 31% das crianças tem história familiar positiva para crise febril.
A febre responsável pela crise é geralmente alta (acima de 38,5oC) e as crises ocorrem no início do quadro febril.
O risco de recorrência é grande (30 a 35…

Vamos fazer arte?

Hoje vamos falar de um recurso terapêutico pouco conhecido, porém muito interessante e no qual diversão e reabilitação caminham juntas: a arteterapia!
Arteterapia é o termo que designa a utilização de recursos artísticos em contextos terapêuticos. Esta é uma definição ampla, pois pressupõe que o processo do fazer artístico tem o potencial terapêutico, pois o paciente constrói uma relação que facilita a ampliação da consciência e do auto-conhecimento, possibilitando mudanças.
A arteterapia é um caminho através do qual cada indivíduo pode encontrar possibilidades de expressão para, através de técnicas e materiais artísticos, processar, elaborar e redimensionar suas dificuldades na vida.
(Trechos extraídos de Ciornai, S. "Percursos em Arteterapia", 2004)

A arte é um importante meio de expressão e comunicação. Nela a criança tem oportunidade de desenvolver aspectos físicos, cognitivos, emocionais, a percepção, a imaginação, coordenação viso-motora, a capacidade crítica, a auto estim…

A criança preguiçosa

É muito, mas muito frequente no meu dia a dia a queixa de que a criança é preguiçosa. Confesso a vocês que essa é uma frase que me irrita um pouco, especialmente quando a criança em questão tem alguma deficiência.

Eu não sei o que é ter que fazer uma força dobrada ou triplicada para mexer um membro que se recusa a ter qualquer movimento, não sei o que é ter que me movimentar com rodas ao invés de pernas, talvez por isso, eu tenha um respeito e uma admiração por crianças (ou adultos) que dentro de suas limitações, ultrapassam barreiras e façam esses movimentos de forma tão natural que chega a parecer fácil.

Parece, mas não é!

Uma criança com um lado do corpo parético, ou seja, com menos força muscular que o outro, tem dificuldades maiores que o movimento ou a força reduzida. Há alteração de equilíbrio, de balanço do corpo na marcha, de coordenação para a escrita. Enfim, nosso sistema nervoso é uma rede imbricada e complicada de neurônios onde uma alteração dita pequena pode causar dificul…