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Mostrando postagens de Setembro, 2010

O AUTISMO E A ESCOLA

Sei que essa semana íamos continuar falando do sono do lactente e da criança em idade escolar, mas sexta fui à escola de um paciente me reunir com a equipe pedagógica e quero contar à vocês as dificuldades da chamada educação inclusiva.

Meu paciente, que chamaremos de R. é um menino entre 4 e 6 anos com diagnóstico de Transtorno Invasivo do Desenvolvimento - TID (uma situação no espectro do autismo – ou seja, tem algumas características de autismo, mas não o quadro completo).

Essa alteração tem como caractrísticas principais o atraso na fala, a dificuldade de sociabilização e uma dificuldade em tarefas que necessitem flexibilidade cognitiva.

A visita foi motivada após recebermos uma avaliação escolar de R. justamente ressaltando suas dificuldades. Ele não brinca bem com os amigos, se expressa pouco verbalmente e não gosta de mudar de atividades!!! Mas isso é toda a dificuldade dele! Se olharmos só os aspectos negativos de uma criança com TID ele vai sempre ter um desempenho horroroso na …

O sono infantil

Essa semana abordaremos um tema fundamental para o bem estar da criança e da família: o sono do bebê.

Eu, como mãe, também já sofri com muitas noites em claro (mais que o necessário!!!) e sei que as questões relacionadas ao sono são muito frequentes. Espero que essas dicas ajudem pais e crianças para um sono tranquilo e dias de paz!!

Os primeiros anos de vida são fundamentais para o desenvolvimento pleno das
potencialidades de todas as crianças. Especialmente no primeiro ano de vida, o cérebro passa por inúmeros processos de amadurecimento que repercutirão por toda a vida.

Sabe-se que o sono é fundamental para que o cérebro descanse e retenha os conhecimentos aprendidos durante o dia. Por isso, para a criança o sono é ainda mais importante.

A maior parte dos problemas do sono na criança, são o que chamamos de alterações na higiene do sono, ou seja, são comportamentais. Mudanças de pequenos hábitos podem ser o sufuciente para resolver um problema que incomoda a família toda.

Durante o prime…

Como é gostoso trabalhar com criança!!!

Atendi um menino dia desses, com 12 anos de uma vida absurdamente sofrida. Mas como criança é tudo de bom, ele entrou animado, sem lamentações e foi logo falando a respeito da sua saúde.

Tagarela e esperto, me contou que ele era um garoto sem nenhum problema até os 7 anos quando descobriram que ele tinha um tumor na cabeça: - Como é mesmo o nome mãe? – ele perguntou! A mãe respondeu: - Craniofaringeoma. E ele disse: - Ah!! Isso mesmo.

Obs: O craniofaringioma é uma neoplasia epitelial rara que surge na região hipotalâmica e da glândula pituitária originada de restos embrionários. Apesar de sua natureza benigna, estes tumores possuem uma evolução clínica maligna. Seu aspecto patofisiológico se deve à sua localização adversa, sua propensão a infiltrar tecido normal adjacente, aderir em estruturas intracraniais cruciais e sua recorrência após ressecção cirúrgica, principalmente após ressecção incompleta.

E retomou sua narrativa me contando que se submeteu a umas 5 ou 6 cirurgias e numa delas…

Uma conversa sobre Epilepsia

Embora seja um nome que traz muito preconceito quando dito, a epilepsia não é um bicho de sete cabeças. A epilepsia é um grupo de doenças que tem em comum a presença de crises epilépticas (ou convulsivas) recorrentes na ausëncia de condição tóxico-metabólica (meningite, baixa de glicose no sangue, etc) ou febre.

É importante salientar que crise epiléptica e crise convulsiva são a mesma coisa e que a crise é causada por descargas elétricas cerebrais anormais excessivas e transitórias das células nervosas.

O sintoma da crise depende da área cerebral envolvida. A crise tem inicio súbito e cessa espontaneamente. Afeta cerca de 1-2% da população com predomínio na infância e na terceira idade.

A causa depende da idade do paciente e do tipo de crise. As causas adquiridas mais comuns são, em crianças, hipóxia ou asfixia neonatal (falta de oxigênio no parto), traumatismo craniano, distúrbios metabólicos, mal formações cerebrais congënitas e infecções.

Em crianças maiores e adolescentes a mais comu…