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Mostrando postagens de Fevereiro, 2012

Dicas de manejo da Deficiência intelectual

A primeira reação das famílias quando recebem esse diagnóstico é de susto e medo. Como se o diagnóstico por si mesmo, reduzisse as chances daquela criança.
Eu não acho o diagnóstico limitante, ao contrário, o diagnóstico nos dá as reais dificuldades da criança e, mais importante, o potencial de desenvolvimento dela, que deve ser estimulado e trabalhado pela família, escola e equipe de saúde.
Respeitar o limite de uma criança e explorar suas capacidades é a grande receita para que ela seja plena e feliz.
Mas e o que fazer após receber esse diagnóstico?
Longe de querer dar “receitas” prontas de como lidar com uma criança com deficiência, até porque cada pessoa é única.
Estimular a criança dentro de suas possibilidades é a resposta. O quanto ele vai aprender e se desenvolver só o tempo dirá, mas cabe a família, a escola e a equipe de saúde investir o máximo possível para o desenvolvimento pleno de suas potencialidades. Abaixo, seguem algumas dicas para essa estimulação:
1- Proporcionar oportu…

As boas coisas da festa de Momo!

Antes de finalizarmos nossa conversa sobre deficiência intelectual, quero pontuar algumas coisas interessantes que observei neste carnaval.
Como já compartilhei com vocês, eu aproveito esse feriado para descansar e cuidar das minhas plantinhas, porém gosto muito de acompanhar o que acontece pelo Brasil, nesta época que é a cara do nosso país.

Minha filha foi no Sambódromo paulistano assistir aos desfiles do grupo de acesso (sim, ela não puxou a mãe... rs) e tirou algumas fotos que compartilho com vocês hoje. São fotos de pessoas com deficiência aproveitando o carnaval, desfilando fantasiadas, numa igualdade que não observo no meu dia a dia.
Mas acho isso muito interessante. A pessoa com deficiência tem que se expor e sair às ruas, mostrar que tem o direito à diversão e a folia como qualquer outro cidadão. É claro que ouvimos também críticas à acessibilidade em alguns pontos da folia, mas o importante é saber que fomos às ruas, mostramos nossas caras pintadas e felizes. Porque deficiência…

É CARNAVAL!

Época de festa, de feriado prolongado, descanso e diversão. Tudo de bom né?
Mas às vezes a alegria acaba em sofrimento. Parece lugar comum o que vou postar hoje, mas atendo diariamente crianças com graves sequelas de acidentes que podem ser facilmente prevenidos. Afogamento na piscina de casa, acidentes automobilísticos sem cinto de segurança, engasgos com comida inadequada para a idade, entre outros.
Portanto, o melhor a fazer para ter um carnaval de paz e alegria é se prevenir.
Se for dirigir, não beba. Se seu filho estiver no carro, sempre na cadeirinha adequada à idade e com cinto de segurança mesmo no banco de trás. Dirija por você e pelos outros.
Na praia, mantenha as crianças hidratadas (com ÁGUA, não refrigerante) e na medida do possível, mantenha regulares os horários das refeições. Não exponha as crianças ao sol nos horários de pico. Use protetor solar, mesmo que ela não esteja diretamente exposta ao sol.
E o mais importante, vigie atentamente as crianças no mar e na piscina. Se …

Voltamos a falar a respeito da deficiência intelectual - DI

A despeito dos recentes avanços nos instrumentos de investigação médica, a etiologia (causa) da DI permanece desconhecida em 30 a 50% dos casos.


Utilizam-se diferentes classificações com a finalidade de facilitar a investigação clínica da DI. Pode-se classificá-lo quanto à época do evento causal em pré-natal, perinatal ou pós-neonatal. Situações como a paralisia cerebral, as malformações do sistema nervoso central e as síndromes genéticas, como a síndrome de Down são as causas mais frequentes.

A busca pela causa da DI é importante tanto para a definição da situação clínica daquele paciente quanto para orientação familiar de possível ocorrência de outros casos na família. À medida que as novas técnicas de diagnóstico genético e molecular se tornam disponíveis para o clínico, a probabilidade de selar o diagnóstico independe da intensidade da DI aumenta, embora atualmente, a etilogia é mais frequentemente elucidada nos casos mais graves.


As causas de DI podem ser congênitas (por exemplo, e…

VAMOS PASSEAR NO PARQUE?

Neste domingo fizemos um passeio muito gostoso. Pegamos nossas bicicletas e finalmente fomos estrear a ciclovia que liga os parques de São Paulo. Um dia gostoso, nem quente, nem frio, a chuva deu uma trégua, e lá fomo nós.
Sou uma apaixonada pelas duas rodas, sejam elas de motos grandes, de motoquinhas ou de bicicletas. Não importa. A sensação de liberdade, os cheiros, os sons, o vento no rosto e todo o estímulo sensorial que só as duas rodas proporcionam não tem preço.
A ciclovia é um espaço extremamente democrático. Pessoas com equipamentos profissionais, outros, como nós, iniciantes com algum equipamento e outros, ainda, com uma bike e nada mais. A única coisa em comum: a vontade de se divertir.
É engraçado pensar que aquelas pessoas sorridentes e amáveis, são as mesmas que te fecham no trânsito e buzinam quando o semáforo abre e você leva infinitos 3 segundos para andar. O ar livre faz milagres...
Saímos da Cidade Universitária, fomos até o parque Villa Lobos, andamos no circuito do p…

Deficiência mental: entender é sempre o melhor caminho para acabar com o preconceito.

Hoje vamos falar de um tema muito interessante, mas que ainda causa muito susto e preconceito, a deficiência mental.
Também chamada retardo mental ou deficiência intelectual, este último, o mais atual e considerado o mais adequado desde 2004 quando a Organização das Nações Unidas recomendou a utilização deste termo, a deficiência intelectual (DI) pode ser definida de acordo com o DSM – IV, que é o manual de doenças psiquiátricas da Academia Americana de Psiquiatria, como a pessoa que tem um “funcionamento intelectual significativamente inferior à média, acompanhado de limitações significativas no funcionamento adaptativo em pelo menos duas das seguintes áreas de habilidades: comunicação, autocuidados, vida doméstica, habilidades sociais, relacionamento interpessoal, uso de recursos comunitários, autossuficiência, habilidades acadêmicas, trabalho, lazer, saúde e segurança”. 
A DI é um dos transtornos neuropsiquiátricos mais comuns em crianças e adolescentes. A taxa de prevalência tradici…

MOMENTO GARÇA

Eu gosto muito desta foto. Foi tirada pela minha filha numa viagem linda que fizemos a Manaus. Vocês já sabem que eu tenho essa pegada verde muito forte (rs). Gosto muito do contato com a natureza e o verde é para mim tranquilizador.
E lá, a natureza é exuberante. Muita água, igarapés, animais selvagens, uma profusão de estímulos sensoriais. Cheiros e sons muito diferentes da nossa realidade.
Mas o que essa foto tem de especial não é nada disso. É a serenidade contemplativa dessa garça. Linda e elegante, o mundo corre a sua volta e a sensação que eu tenho é que ela parou um minuto para observar a paisagem.
Quantos de nós fazemos isso com frequência? Parar e observar a paisagem com um olhar sem pressa e sem julgamento. Só contemplar, só curtir, só admirar. Ter esse tempo interior para apreciar a paisagem é um exercício que proponho a todos nós. Pode ser uma árvore perto de casa, um jardim de uma casa vizinha, uma nova flor que se abriu no caminho do trabalho. Ter a mente aberta para esse …

Não, com carinho

Dizer não é difícil. Para mim, especialmente, muito difícil. O sim é fluido, fácil, agrada a quem diz e a quem escuta. Já o não... Esse geralmente não agrada a quem escuta e quanto mais cerimonia temos com ele, mais desagrado ele causa. Dizer não com a mesma naturalidade que dizemos sim é um desafio, especialmente porque o não significa limite. Significa, que agora chega, daqui não posso mais passar.
É fato que dizer sim é mais interessante. A troca que o sim proporciona é maior e mais rica. Entretanto, algumas pessoas não reconhecem o limite do outro e acabam nos invadindo. E nesse momento, o não é imprescindível.
Deixar o outro ultrapassar nosso limite é agressivo e nos faz mal. Fazer coisas que não queremos ou mesmo que não podemos só para agradar ao outro nos deixa um gosto na boca de que fomos explorados. Mas não adianta reclamar, porque nós deixamos. Mesmo contra a nossa vontade, nossa boquinha falou sim ao invés de não.
Minha proposta aqui, como sempre não é dar a receita de com…