terça-feira, 26 de outubro de 2010

TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE

Essa semana, dando continuidade ao tema transtornos do aprendizado, vamos conversar sobre uma situação que não é um transtorno primário do aprendizado, porém apresenta grande impacto no desenvolvimento escolar de seus portadores, o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade - TDAH.

Assunto repleto de controvérsias e de informaçãoes incorretas, muito me agrada seu estudo (tanto que estou fazendo meu doutorado neste tema). Por isso, vamos tentar expor de forma clara e direta, sem qualquer intenção de esgotar o assunto.

Trata-se de um transtorno neurobiológico freqüente nas crianças em idade escolar, atingindo 3 a 5% delas. Apesar disto, o TDAH continua sendo um dos transtornos menos conhecidos por profissionais da área da educação e mesmo entre os profissionais de saúde. Há ainda muita desinformação sobre essa questão.

Embora o TDAH não seja um distúrbio primário do aprendizado ,tem um forte impacto neste, pois é na escola que as crianças com TDAH vão apresentar problemas de comportamento, baixo rendimento entre outros.

Determinar qual o nível de atividade normal de uma criança é um assunto polêmico. A maioria dos pais e escolas tem uma certa expectativa em relação ao comportamento de seus filhos e, normalmente, esta expectativa inclui um certo grau agitação, bagunça e desobediência, características que são aceitas como indicativos de saúde e vivacidade infantil. Porém, quando essa atividade é muito aumentada, associando-se à outras questões comportamentais, como a impulsividade e levando à um impacto negativo na vida da criança, podemos começar a pensar no transtorno.

O TDAH caracteriza-se primariamente por:
1. Dificuldade de atenção e concentração, característica que se pode estar presente desde os primeiros anos de vida do paciente.


2. A criança (ou adulto quando for o caso) tende a se mostrar "desligada", tem dificuldade de se organizar e, muitas vezes, comete erros em suas tarefas devido à desatenção. Estas características tendem a ser mais notadas por pessoas que convivem com o paciente.

3. Costumam perder ou não se lembrar onde colocaram suas coisas.

4. Têm dificuldades para seguir regras, normas e instruções que lhe são dadas.

5. Tem aversão à tarefas que requerem muita concentração e atenção, como lições de casa e tarefas escolares.

6. Movimento incessante de mãos e pés, dificuldade de permanecer sentado ou dentro da sala de aula, fala muito, se mexe muito e tem dificuldade em realizar qualquer tarefa de maneira quieta.

7. Incapacidade de esperar a sua vez, interrompendo ou cortando outras pessoas durante uma conversa e também pelo impulso de falar as respostas antes que as perguntas sejam terminadas.

Esses critérios diagnósticos são do DSM- IV, um instrumento diagnóstico reconhecido internacionalmente.

Outro motivo que gera ansiedade na familia é que o TDAH é uma condição cujo diagnóstico é eminentemente clínico, ou seja, não há exames complementares que confirmem o diagnóstico.

Procurar um médico neuropediatra ou psiquiatra infantil é o primeiro passo na suspeita da condição.

Na sequência vamos abordar o tratamento e algumas dicas para lidar com essas crianças.

Para maiores informações, sugiro o site: www.tdah.org.br

Um abraço
Dra Alessandra

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