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Diagnóstico e prognóstico

Sim,quanto nome difícil!!! Palavras que despejamos no dia a dia para nossos pacientes e seus familiares na expectativa de ajudá-los a lidar com o inesperado. Porque nenhum pai, mãe ou avós acha que seu filho ou neto terá uma doença. E se ela é neurológica então... pior ainda.

Diagnóstico é o nome da doença ou situação clínica que o indíviduo tem. Paralisia cerebral, autismo, síndrome de Down, epilepsia, enxaqueca são alguns exemplos de diagnóstico. Porém em alguns casos, como a epilepsia por exemplo, esse diagnóstico pode ter uma causa, uma etiologia, como a própria paralisia cerebral.

Em alguns pacientes essa busca não é fácil e nos desgastamos junto à família para dar um nome à situação, pois como nos fala poeticamente a Adriana Ueda do blog Síndrome de Angelman (vide meus blogs prediletos): “E mesmo que a medicação não mude, ou que as terapias e tratamento continuem sendo os mesmos, a impressão que temos ao ter um nome para o problema é que uma página foi virada e podemos começar um novo capítulo. E com um diagnóstico, é como se estivéssemos flutuando, a deriva, e de repente chegássemos numa ilha - e por mais inóspita e desconhecida que seja, pelo menos estamos em terra firme.”


O diagnóstico nos abre as portas para o passo seguinte: o prognóstico. Prognóstico é a leitura que o médico faz, baseado no diagnóstico, de como aquela doença e aquele paciente vão evoluir. E embora, isso não seja uma previsão do futuro, saber o nome da doença nos dá uma boa idéia de sua evolução.

Por isso é tão importante uma boa investigação diagnóstica, e mais ainda, é importante que os familiares saibam qual o diagnóstico da criança e caso ainda não haja um, quais as suspeitas do médico.

Pergunte, peça laudos por escrito, se não entendeu as palavras, não tenha vergonha, pergunte novamente até entender. Mais que um direito, é um dever dos familiares saber o que acontece com sua criança.

Boa semana
Um abraço
Dra Alessandra

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